Lembro-me de quando era uma simples civil...levava uma vida normal, curtia bastante minha vida do jeito que queria, não me preocupava com horários, nem com com ninguém. Apesar de ser como todo mundo, e ser aparentemente uma adolescente feliz, minha realidade interna era obscura e vazia, nada que fazia preenchia o vazio da minha alma. Um dia ouvi falar de uma tropa que estava constantemente em guerra, suas batalhas eram diárias, às vezes tinham mais de uma por dia, sua guerra apesar de parecer utópica era tudo o que queria para mim, era uma guerra que buscava a paz interna não só para si, mas para o próximo, ou seja, por mais que você morresse não seria em vão pois não foi uma luta egoísta.
Aos 17 anos me alistei nessa tropa, meus "amigos" chamavam-na de "esquadrão suicida", mas na verdade era a "Tropa de Elite". No começo do treinamento achei difícil, tudo parecia querer me fazer desistir, me via tentando alcançar o inalcançável, porém continuei até chegar num ponto de estabilidade, estava "de boa" fazendo trabalhos internos, mas nada é eterno nessa vida e então fui enviada à campo. No treinamento aprendi à manusear muitas armas, só que na prática usa-las é bem diferente, os inimigos não são placas de madeira, e nem sempre estão do outro lado da linha, algumas vezes estão bem do seu lado disfarçados de "amigos". Nessa guerra real você fica à beira da insanidade total, às vezes você deposita sua confiança nas pessoas erradas e atira nas pessoas em que deveria confiar, a unica pessoa que é digna da total confiança de toda a tropa é o General. O General é o nosso maior exemplo de amor e confiança incondicional, é nEle que pensamos quando bate aquela vontade de desistir, Ele nos mostra a cada instante que é possível, o General é o nosso herói da vida real.
Já passei por muitas batalhas, tenho as marcas em meu corpo e em minh'alma que podem provar. Minha batalha mais recente quase me matou, foram semanas intensas no campo, a tropa estava dispersa, estávamos meio que cada uma por si (Um erro enorme), teve uma hora que me vi sozinha e logo em seguida cercada por inimigos, estava cansada, ferida, com muitas armas, porém sem munição. Despejei em cima dos meus inimigos tudo que tinha até não ter mais nada, um amigo me viu e me deu uma de suas armas e me aconselhou à partir prá cima com tudo, ele disse que me daria cobertura, então fui...corri prá cima daquela multidão de inimigos, tentava me desviar das balas, mas sentia algumas me atingindo de raspão, peguei a arma que aquele amigo me deu e percebi que estava quebrada, parei, olhei prá trás para chamar aquele amigo e ele não estava mais lá, nessa hora a ficha caiu...e percebi que estava sozinha contra todos, pois o único amigo que pensei que tinha me traiu e me abandonou; não tinha mais forças, nem armas, nem cobertura, dependia do sobrenatural, então me perguntei o que o General faria em meu lugar, e senti que deveria continuar correndo e assim o fiz...todos vieram ao meu encontro e cairam sobre mim, estava imobilizada, só ouvia os gritos aterrorizantes, nessa hora pensei: VOU MORRER! De repente um silêncio total, não sentia mais o peso deles sobre mim, então tive certeza: MORRI...então ouvi uma voz me chamando, pôs as mãos sobre meu ombro e gritou meu nome...abri os olhos e era um amigo...perguntei com dificuldade se estava no céu, e ele me respondeu rindo: - Estamos bem lonje dele. Perguntei: Então é o inferno? Ele olhou em meus olhos e respondeu: - O inferno é para os fracos que desistem, você não fez isso; agora vem, eu te ajudo a levantar. Levantei, olhei em volta e todos os inimigos estava no chão, me perguntei "como?" "quem?", não acreditei no que estava vendo, um outro amigo veio em nossa direção, sorriu prá mim e disse: - Está se perguntando como isso aconteceu? Disse: - Sim. Ele me explicou: -Foi o General, Ele enfrentou todos seus inimigos sozinho, deu a vida dEle para salvar a sua. Emocionada perguntei: - Ele morreu? Foi levado como refém? Onde Ele está? Me responde! Ele me disse: - Calma...o General está bem...Ele está ai dentro de você, vivo. Ele sempre esteve dentro de cada um de nós...o General venceu a morte há muito tempo, agora vive em nós, e age por nosso intermédio, e está por perto sempre que precisamos. Eu chorei, olhei para o céu e agradeci pela graça de ter sobrevivido a mais uma batalha. Meus amigos puseram meus braços sobre seus ombros e me levaram à um lugar seguro até que estivesse completamente recuperada.
Quando lembro disso me emociono, pois poderia estar morta agora se não fosse o General e se aqueles amigos de verdade não tivessem me socorrido. Mas isso não é o fim, isso foi só mais uma batalha, a guerra não acabou ainda, ainda enfrentarei muitos inimigos, mas minha alegria é saber que não estou sozinha nessa.
E ai? Qual é a sua Real War? Vou deixar duas músicas para você refletir...
Bate Pesadão (Apocalipse 16): Encare os inimigos de frente, Deus está contigo, Ele é quem guerreia as suas guerras.
Música de Guerra: A guerra é inevitável, o que difere um perdedor de um vencedor é a postura diante das situações, ou você confia em Deus e parte prá cima, ou foje e morre como um covarde.
Paz!
